Reciclagem de entulho gera limpeza ambiental e economia social.

É possível recuperar a qualidade do meio ambiente urbano e gerar trabalho e renda com a utilização de material a baixo custo, a partir da reciclagem do entulho.

 

Reciclagem de entulho gera limpeza ambiental e economia social

 

É possível recuperar a qualidade do meio ambiente urbano e gerar trabalho e renda com a utilização de material a baixo custo, a partir da reciclagem do entulho

 

A construção civil está em alta, o que acaba resultando numa intensa geração de resíduos.

 

Na era do elevado crescimento populacional das cidades, a construção civil está em alta, o que acaba resultando numa intensa geração de resíduos.  Isso demonstra um enorme desperdício de material, cujos custos são distribuídos por toda a sociedade, não só pelo aumento do custo final das construções, como também pelos custos de remoção e tratamento do entulho.

 

Na maioria das vezes, o entulho é retirado da obra e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de rios e de ruas das periferias. Isso leva à degradação da qualidade de vida urbana em aspectos como transportes, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores de doenças, dentre outros.

 

Como para outras formas de resíduos urbanos, também no caso do entulho, o ideal é reduzir o volume e reciclar a maior quantidade possível do que é produzido.

 

Limpeza urbana

 

O resíduo não é, propriamente, um produto final, mas, sim, um estágio entre a matéria ou energia consumida e sua finalização. Nos centros urbanos, a remoção e o destino final desse exigem a participação efetiva das autoridades municipais, bem como das indústrias e dos habitantes.

 

É preciso que os órgãos competentes da administração pública urbana desenvolvam mecanismos de gerenciamento da limpeza urbana, com uma estrutura adequada. Devem se responsabilizar, também, por planejar, fiscalizar e controlar diversas atividades. Em cidades de médio e grande porte, quando os serviços são relativamente bem estruturados, de forma a permitir a correta apuração do direcionamento dos recursos municipais, observa-se que entre 10 e 15% da dotação orçamentária é destinada à limpeza urbana.

 

Um sistema de gestão diferenciada e integrada de resíduos sólidos leva em conta que a grande heterogeneidade dos resíduos urbanos lhes confere distintas características e potencialidades que devem ser consideradas desde o nascedouro (geração) até o esgotamento de todo o potencial de aproveitamento técnico e econômico de seus componentes. Para isso, deve-se buscar, tanto quanto possível, organizar o fluxo desses resíduos de forma diferenciada, considerando que a segregação, na fonte dos diferentes tipos, aumenta o potencial qualitativo de reaproveitamento e tratamento.

 

O que se observa, em grandes parte dos municípios, é a existência de um sistema de coleta deste material por empresas especializadas que, mediante contrato com a Prefeitura, têm permissão para explorar o serviço de aluguel de caçambas estacionárias (que devem ser exclusivas para entulho) cobrando do munícipe um valor referente ao aluguel e transporte adequado do material até o aterro sanitário ou outro local autorizado.

 

Reciclagem

 

Para a reciclagem, os resíduos deverão ser organizados em grupos, de acordo com o tipo de tratamento a que devam ser submetidos.

 

Reciclagem é o termo genericamente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto.

 

Segundo dados da SLU-BH, 100 viagens, de aproximadamente 5 m3 de entulho comum, geram cerca de 400 m3 de reciclados, os quais permitem produzir blocos para construir 55 casas populares de 60 m², ou agregados para execução de sub-base de 1 mil m² de ruas com uma caixa de 0,40 m.

 

Existem diversas possibilidades de uso do entulho reciclado, destacando-se o uso em contrapisos; a fabricação de blocos e tijolos para construção de muros; a aplicação como agregados em substituição à brita e à areia na execução de calçadas, guias e sarjetas; entre outras.

 

Coleta seletiva

 

Sob essa ótica, os resíduos deverão ser organizados em grupos, de acordo com o tipo de tratamento a que devam ser submetidos, tendo em vista a reincorporação ambiental ou o retorno ao ciclo produtivo da maior parcela possível (e viável, em cada caso) dos mesmos. Assim, o entulho, ao invés de ser misturado a outros tipos de resíduos (domiciliares/comerciais ou públicos), se coletado diferenciadamente ou acumulado em locais apropriados, poderá ser reciclado e reintegrado ao meio, com seu reaproveitamento (“in natura” ou como matéria-prima) em novas obras, públicas ou privadas.

 

Por: Patrícia Tristão

Fonte: www.cpt.com.br

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